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Caio Márcio Poletti Lui Gagliardi

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caiogagliardi@gmail.com
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Resumo: 

Caio Gagliardi é pós-doutor em Teoria Literária pela USP (2008), onde atua como professor doutor na área de Literatura Portuguesa (2008). Possui graduação em Letras (1997), mestrado em Teoria Literária (2000) e doutorado em Teoria e História Literária (2005) pela UNICAMP. Atua nas áreas de teoria e crítica literárias, e literatura dos séculos XIX e XX. Seus principais trabalhos estão voltados para a obra do poeta português Fernando Pessoa.

Projeto: 

O CONTO: GÊNERO-LIMITE NO SÉCULO XX

A partir do século XIX, o conto adquire um novo status como gênero literário, passando por uma profunda reconfiguração. Esta pesquisa procura mapear as novas diretrizes do conto no século XX, encarado como forma literária específica, sem a impostura de um recorte nacional. Seu método se pauta, numa primeira etapa, na organização de duas séries de seminários acadêmicos, durante o ano de 2009, realizados na Universidade de São Paulo, por diferentes especialistas no gênero, desta e de outras universidades, sempre baseados na leitura crítica de um conto específico, por eles selecionado e analisado. Em decorrência da formulação e constituição desse corpus literário e crítico, e à luz de formulações teóricas particulares (Poe, Maupaussant, Tchékov, Hemingway, Borges, Cortázar, Quiroga, Piglia etc.) procurar-se-á discutir, numa segunda etapa, a noção de "gênero-limite", em ambos os sentidos que a expressão carrega: como zona de fronteira com outros gêneros, e como escrita híbrida, ou seja, ao mesmo tempo instauradora e desestabilizadora de formas. 

 O IMPÉRIO DO AUTOR NA MODERNA TEORIA DA LITERATURA O PROBLEMA DA AUTORIA NO SÉCULO XX.

A autoria é um dos conceitos mais controversos da moderna teoria da literatura. Seu surgimento está ligado ao enfraquecimento da tradição retórica, de sua atuação como instrumento de prescrição e averiguação do fazer literário. Com a crescente hibridização dos gêneros, verifica-se, com especial relevo no século XVIII, a substituição das receitas de "como fazer" pela concepção de que a criação autêntica é, e só pode ser, fruto da irrupção interior de um ser de exceção, naturalmente desobediente a padrões reguladores da escrita. Em oposição a essa perspectiva, a moderna teoria da literatura (século XX) é marcada por uma inclinação nítida pela recusa do autor como tutor do sentido do texto (Proust, Eliot, Croce, Wimsatt e Beardsley, Derrida, Barthes e Foucault). Ao mesmo tempo, contrapõe-se a ela a defesa e revisão da noção de autoria (Booth, Bloom, Eco e Compagnon), realizada sobre patamares distintos da concepção operante no século anterior (Taine, Pater e Sainte-Beuve). Dividida em duas etapas, esta pesquisa teve por objetivo inicial a realização de uma leitura crítica e sistemática dessas bases de recusa, defesa e revisão, através da qual se pretendeu, na etapa seguinte, aprofundar a discussão sobre as noções de autoria e intencionalidade. Tal tentativa de aprofundamento valeu-se, em sua etapa consecutiva, da proposição de uma hipótese particular de análise e interpretação, resultante de um deslocamento de contextos: a recorrência à noção de heteronímia, de Fernando Pessoa, tal como discutida no capítulo final da tese de doutorado Fernando Pessoa ou do Interseccionismo, aqui submetida à revisão.

Áreas: 
Literatura Portuguesa
Linha de Pesquisa: 

1. Textos. Contextos. Intertextos