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ANDRÉ MALTA CAMPOS

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andremal@uol.com.br
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Resumo: 

Possui, pela Universidade de São Paulo, graduação em Letras (1993) e mestrado (1998) e doutorado (2003) em Letras Clássicas. Desde 2001 é professor de língua e literatura grega na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Desenvolve, atualmente, os seguintes projetos: "Odisseu e a astúcia: uma interpretação da Odisseia" (bolsa de produtividade do CNPq); "Épica hesiódica e homérica" (estudos temáticos e/ou comparativos); e "Tradução da poesia e da prosa grega". É autor dos livros "O regaste do cadáver: o último canto da Ilíada" (Humanitas, 2000) e "A selvagem perdição: erro e ruína na Ilíada" (Odysseus, 2006), e tradutor das seguintes obras de Platão: " Íon e Hípias Menor" (L&PM, 2007), e "Êutifron, Apologia de Sócrates e Críton" (L&PM, 2008).

Projeto: 

Odisseu e a astúcia:uma interpretação da Odisseia (bolsa de produtividade do CNPq-Nível 2)

O objetivo desta pesquisa é realizar uma interpretação da Odisseia centrada no seu herói principal, Odisseu, tomando seu mais destacado traço de caráter a astúcia (em grego, mêtis) como fio condutor para a leitura integral desse épico. O estudo pretende combinar três enfoques (desenvolvidos na pesquisa anterior), decorrentes de uma percepção particular da linguagem no interior da poesia homérica: o enfoque moral (segundo o qual os personagens podem ser lidos segundo suas formas de comportamento dentro do código ético de Homero); o enfoque epistêmico (segundo o qual eles também podem ser lidos, simultaneamente, segundo sua capacidade de conhecimento, que depende das relações com as divindades representadas no poema); e, finalmente, o enfoque propriamente poético (segundo o qual o texto pode ser abordado de acordo com suas características próprias de composição, com destaque para sua formularidade). Esses três enfoques serão determinantes para abordar a astúcia do herói ao longo do poema sob duas perspectivas: 1. como elemento capaz de destacar a justiça e o poder cognitivo de Odisseu; e 2. como elemento responsável por produzir um movimento central no poema de anonimato/ocultação/disfarce, característico do herói. Ao mesmo tempo, e ainda em relação a Odisseu, vai-se tentar mostrar que essas duas perspectivas podem se apresentar também, em alguns momentos, de forma negativa, de tal maneira que o personagem astuto surge também associado ao excesso, à estultice, e a um desaparecimento involuntário

Épica hesiódica e homérica

Estudos temáticos e/ou comparativos envolvendo os poemas Teogonia e Trabalhos e dias, de Hesíodo, Ilíada e Odisséia, de Homero, e os chamados Hinos homéricos, com o intuito de descortinar pontos importantes para a compreensão dessas obras, das relações entre elas e o modo como elementos seus aparecem em trabalhos posteriores ou em outros gêneros.

Áreas: 
Língua e Literatura Grega
Linha de Pesquisa: 

1. Épica hesiódica e homérica 2.Tradução da poesia e da prosa grega