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MARIA CLARA PAIXÃO DE SOUSA

email: 
mariaclara@usp.br
Foto: 
Resumo: 

Professora da Universidade de São Paulo, junto ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. É doutora em linguística pela Universidade Estadual de Campinas, com pós-doutorado na mesma área pela Universidade Estadual de Campinas e pela Universidade de São Paulo, tendo atuado como docente colaboradora dos programas de pós-graduação em linguística das duas universidades. Com formação na área de Sintaxe das Línguas Naturais, tem como interesse central de pesquisa o fenômeno da mudança linguística, e atua nas áreas de Teoria Gramatical, Linguística Histórica, e Linguística Computacional. É coordenadora de pesquisas e difusão científica do Laboratório Brasiliana Digital (www.brasiliana.usp.br).
(Texto informado pelo autor)

Projeto: 

Edições Filológicas na Brasiliana Digital

 Esta pesquisa insere-se no contexto maior dos projetos Brasiliana USP e Brasiliana Digital, iniciativas da Reitoria da Universidade de São Paulo, com a missão de custodiar e desenvolver a Biblioteca Brasiliana, no edifício especialmente construído para este fim no coração da Universidade. A esta nova condição física soma-se a construção da Brasiliana Digital (BBD), que elevará ainda mais o alcance do conteúdo dos dois acervos para fins de pesquisa geral e acadêmica, sob os moldes propostos no projeto Por uma Biblioteca Brasiliana Digital . Desde fins de 2008, o Grupo de Pesquisas Língua Brasiliana veio somar-se às iniciativas da Brasiliana USP, investigando caminhos para revelar e preparar o potencial dos textos do Acervo como fonte da língua e sobre a língua no Brasil uma área para a qual este material naturalmente se vocaciona. Temos colaborado com o grupo maior da Brasiliana USP em pesquisas experimentais iniciais junto ao Laboratório Brasiliana, inaugurado no início de 2009 . Nosso objetivo de longo prazo é desenvolver instrumentos para pesquisas lingüísticas com base no acervo, por meio da prospecção de materiais de interesse e do desenvolvimento e aplicação de métodos de preparação editorial e de instrumentação computacional para extração automática de informação dos textos mais antigos. Esperamos com isso fundar os alicerces para a exploração do acervo Brasiliana USP por estudiosos da história da língua, bem como formar as bases humanas, tecnológicas e materiais para o aproveitamento futuro do acervo pela comunidade de pesquisa. O presente projeto reúne alunos da graduação em letras em torno do desafio inicial de preparar edições filológicas em meio digital que permitam o tratamento computacional dos textos mais antigos do acervo para essas futuras pesquisas

A Língua Portuguesa, 1400 a 1600: Aspectos de história e gramática

Este projeto se dedica à descrição da gramática do português escrito nos séculos XV, XVI e XVII, e à investigação do processo histórico de ampliação e diversificação do alcance da língua que marca este período. O projeto parte da idéia geral de que esse processo histórico de espalhamento da língua portuguesa por quatro continentes está na raiz de mudanças gramaticais que se refletem nas variantes atuais da língua, e seu objetivo principal é reunir elementos teóricos e metodológicos para elaborar uma versão conceitualmente fundamentada dessa idéia. Os estudos preliminares sugerem uma hipótese de trabalho nesse sentido, segundo a qual as variantes modernas do português em particular, a variante européia e a brasileira apresentam diferentes estratégias de codificação sintática das relações argumentais, e essa diferença pode ser explicada por dois processos distintos de reanálise gramatical, ambos tendo como ponto inicial a gramática portuguesa dos séculos XV, XVI e XVII. No caso do português do Brasil, o projeto pretende demonstrar que a reanálise pode ser bem compreendida no contexto da transformação radical das condições sociais colocadas para a transmissão da língua portuguesa no processo de ocupação do território brasileiro ao longo do primeiro período colonial. No caso do português na Europa, a reanálise pode ser compreendida como resultado da intensificação de uma mudança fonológica já em curso em alguns recortes dialetais naquele território. A reestruturação gramatical que envolve a formação da variante brasileira não atinge o contexto europeu; e a mudança fonológica em curso nos dialetos europeus é interrompida no processo de transporte da língua para o Brasil dessa forma, cada uma das variantes modernas irá se desenvolver, a partir desse momento, por caminhos diferentes.

Áreas: 
Filologia e Língua Portuguesa
Linha de Pesquisa: 

1. Sintaxe das Línguas Naturais 2. Estudos Diacrônicos e Sincrônicos do Português