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Reposição Lírica Grega (2a avaliação e recuperação) Instruções para trabalho da disciplina Lírica Grega, profa. Adriane Duarte, 2014

Reposição Lírica Grega (2a avaliação e recuperação)

Instruções para trabalho da disciplina Lírica Grega, profa. Adriane Duarte, 2014

2a avaliação

Data de entrega: 01/10

OBS.: Essa avaliação é optativa ou para quem não fez a primeira prova. Os alunos que não a fizerem, ficarão com a nota da primeira avaliação (23/04). O trabalho deve ser enviado para o email asduarte@usp.br até 01/10 impreterivelmente. Não serão consideradas mensagens com data posterior a 01/10.  

Extensão: Entre 2 e 5 páginas (Word, times new roman ou arial 12, espaço 1,5, justificado)

Recuperação: As notas do 1º semestre estarão no Júpiter até 04/10. Os alunos que ficarem de recuperação, deverão refazer o trabalho proposto e enviá-lo para o email asduarte@usp.br até 08/10 impreterivelmente. Não serão consideradas mensagens com data posterior a 08/10, pois avaliação deve estar no sistema até 10/10.

Enunciado:

Escolha um dos poemas abaixo (necessariamente um deles) e o analise em vista dos seguintes critérios: o gênero a que pertencem (caracterize-o), a execução e ocasião de performance, sua matéria temática.

 

Poemas sugeridos:

A) Safo: Fr. 44 ou “Bodas de Heitor e Andrômaca” (tradução de Giuliana Ragusa. Para o grego, consulte a Antologia da Mélica Arcaica)[1]

... Chipr(e ?/ Ciprogênia?)[ ... - 22 - ...](...);

Veio o arauto (...)[ - 10 - ](...) [...](...)

Ideu (...)[..](...) , veloz mensageiro:

< "                                                       >                                   3a

e do resto da Ásia (...)[.](...) glória imperecível.

Heitor e os companheir[o]s a de vivos olhos trazem    5

de Tebas sacra e da Plácia de [fo]ntes perenes – ela,

delicada Andrômaca –, nas naus, sobre o salso

mar. E muitos [bra]celetes áureos e vestes

de púrpur[a] fragr[an]tes, adornos furta-cor,

incontáveis cálices prateados e marfins”.                                 10

Assim ele falou; e rápido ergueu-se o p[a]i querido;

e a nova, cruzando a ampla cidade, chegou aos amigos.

De pronto os troianos às carruagen[s] de boas rodas

atrelaram as mulas, e nelas su[b]iu toda a multidão

de mulheres e junto as virgen[s] (...?)tornozelos,                     15

mas apartadas as fil[h]as de Príamo[

e cava[los] os homens atrelaram aos ca[rros

[ ](...) moços solteiros, e por um largo espa[ç]o [

[ ](...) os condutores das carruagens [.....].[

[ ](...)[                                                                          20

< desunt aliquot versus >

 s]ímeis aos deuse[s

 ] sacro, em multidõ[es

rumou [ ](...) em direção a Íli[o

e a flauta de doc[e] som [ ] se mistur[ou

e o s[o][m das c]astanhol[as ] e então as vir[gens         25

cantaram uma canção sac[ra e che]gou aos céus

eco divino (...)[

e em toda parte estava ao longo das ru[as

crateras e cálices (...)[...](...)[..](...)[.].[

mirra e cássia e incenso se misturavam,                                   30

e as mulheres soltavam alto brado, as mais velha[s,

e todos os homens entoavam adorável e alto

peã invocando o Arqueiro hábil na lira,

e hineavam Heitor e Andrômaca, aos deuses síme[is. ⊗

 

B) Alceu: fr. 346 (tradução de Giuliana Ragusa. Para o grego, consulte a Antologia da Mélica Arcaica)[2]:

Bebamos! Esperarmos as lâmpadas... Por quê? Mede um dedo o dia.

Toma as grandes taças adornadas, meu caro,

pois o filho de Sêmele e Zeus deu aos homens o vinho

que traz olvido, misturando-as, verte uma parte de água, duas de vinho,

até cheias as bordas as taças, e que uma a outra

empurre...

 

C) Arquíloco: fr. 172W, epodo (tradução de Paula Côrrea. Para o grego, consulte a Antologia da Elegia e do Jambo Arcaicos)[3]:

Pai Licambes, como pensaste tal coisa?

Quem privou-te da razão

que antes tinhas firme? Agora pareces ser motivo

de muito riso para os cidadãos.

 

D) Sólon: fr. 37W, trímetros jâmbicos (tradução de Gilda Naécia Maciel de Barros. Para o grego, consulte West, M (ed) Iambi et elegi graeci ante Alexandrum Cantati I, Oxford: 1989)[4]:

Ao povo se é preciso censurar abertamente (eu direi):

o que agora têm, não teriam visto com os olhos

nem sonhando;

e todos os mais poderosos e os melhores em força

louvar-me-iam e de mim fariam amigo.

<...>

Não teria contido o povo nem o teria impedido,

antes de ter batido o leite, separado a nata.

Mas eu me coloquei entre eles como um marco

entre dois campos.



[1] Apoio: Ragusa, Giuliana. (org., introd., trad., notas). Safo de Lesbos. Hino a Afrodite e outros poemas. São Paulo: Hedra, 2011; ____. (org., trad.). Lira grega: antologia de poesia arcaica. São Paulo: Hedra, 2014. Tb. Werner, Erika O epitalamio arcaico, in Lá vem a noiva: o epitalâmio e suas configurações do período helenístico à era flaviana. SP: Humanitas, 2014 (no prelo), mas tb no banco de teses online da USP, tese de doutorado.

[2] Apoio: Ragusa, Giuliana. (org., trad.). Lira grega: antologia de poesia arcaica. São Paulo: Hedra, 2014;  Achcar, F. Genealogia do carpe diem: imagens do efêmero de Homero a Catulo. in Lírica e lugar-comum. São Paulo: Edusp,  1994, pp. 59-85.

[3] Apoio: Corrêa, P. C. A saga de Licambes e suas filhas; Pai Licambes. in Um bestiário arcaico. Fábulas e imagens de animais na poesia de Arquíloco. Campinas: Editora da Unicamp, 2010, pp. 38-44; 51-6; de Jesus, C. A. M. A tradição iâmbica. in A flauta e a lira. Estudos sobre poesia grega e papirologia. Coimbra: Coleção Fluir Perene n. 3, 2008,  pp. 33-63 (online).

[4] Apoio: de Tobia, A. M. G. Sólon y sus intérpretes: poesía, historia y mitología en el debate sobre las contingencias del poder. Classica, 22/1, pp. 109-123, 2009 (online); de Barros, G. N. M. Sólon de Atenas. A cidadania antiga. São Paulo: Humanitas, 1999.

 

AnexoTamanho
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